O mundo do trabalho está em transformação. Automação, inteligência artificial, modelos híbridos de gestão e uma nova cultura organizacional têm remodelado a forma como administradores atuam. Em meio a esse cenário, surge uma pergunta central: que habilidades serão indispensáveis para os administradores de 2026?
Mais do que apenas adaptar-se, o administrador precisa antecipar tendências e construir um conjunto de competências que o torne relevante, estratégico e preparado para liderar em um mundo cada vez mais complexo e digitalizado.
Este artigo apresenta as principais soft e hard skills, tendências emergentes e formas práticas de preparar-se para esse novo cenário, com foco especial nos profissionais da Baixada Santista.
A nova divisão: soft skills e hard skills em equilíbrio
Durante muito tempo, as hard skills dominaram os currículos de administração: gestão de processos, finanças, logística, planejamento estratégico. Mas, nos últimos anos, as soft skills — habilidades comportamentais e socioemocionais — ganharam protagonismo e, em 2026, serão tão ou mais relevantes que as técnicas.
Soft Skills essenciais para 2026:
Liderança empática: capacidade de guiar equipes com sensibilidade às emoções, valores e contextos individuais, fundamental para ambientes híbridos.
Pensamento crítico e resolução de problemas complexos: habilidade de analisar cenários incertos e propor soluções ágeis, sustentáveis e criativas.
Comunicação assertiva e adaptativa: saber ouvir, negociar e comunicar de forma clara e estratégica em canais físicos e digitais.
Autogerenciamento e accountability: administrar bem o próprio tempo, metas e resultados com autonomia, mesmo em contextos remotos.
Adaptabilidade: capacidade de lidar com mudanças constantes sem perder produtividade, foco ou equilíbrio emocional.
Hard Skills em ascensão:
Gestão de dados e business intelligence: domínio de ferramentas como Power BI, Excel avançado, Google Data Studio e noções de SQL são cada vez mais valorizados.
Transformação digital e gestão de inovação: saber liderar processos de digitalização, automação e criação de novos produtos ou serviços.
Ferramentas de gestão de equipes remotas: proficiência em plataformas como Slack, Notion, Trello, Asana e CRMs integrados.
Finanças sustentáveis e ESG (Environmental, Social and Governance): conhecimento em práticas que alinham resultado financeiro à responsabilidade social e ambiental.
O equilíbrio entre essas competências será o diferencial competitivo para os administradores que desejam ocupar posições de liderança e relevância em 2026.
Competências emergentes: o novo mapa mental do administrador
Além das habilidades clássicas, surgem competências transversais que serão cada vez mais valorizadas. Entre as principais, destacam-se:
1. Pensamento sistêmico
Administradores precisarão enxergar suas ações dentro de contextos interconectados. Uma decisão em logística pode impactar o marketing, as finanças e o clima organizacional. Ter visão holística será essencial.
2. Gestão híbrida de pessoas
A combinação de equipes presenciais, remotas e freelancers exige novas práticas de gestão. A liderança precisa ser mais fluida, baseada em confiança, metas e entregas, e menos em controle.
3. Visão estratégica orientada por dados
A capacidade de interpretar dashboards, métricas de performance e indicadores de mercado em tempo real permitirá decisões mais rápidas e embasadas.
4. Sustentabilidade como pilar de gestão
Não se trata mais de “ajudar o meio ambiente”, mas de criar modelos de negócio regenerativos, com impacto positivo e lucrativo. Empresas com foco ESG crescem mais rápido e atraem mais investimentos.
5. Inteligência emocional e saúde mental
Administradores que sabem equilibrar performance com bem-estar individual e coletivo terão maior capacidade de reter talentos e promover inovação.
A realidade da Baixada Santista: lacunas e oportunidades
Um levantamento informal com empresários, professores e lideranças da Baixada Santista mostra uma lacuna clara: muitos administradores ainda não dominam ferramentas digitais de gestão, têm dificuldades com dados e resistem a novos modelos de liderança.
Ao mesmo tempo, há uma demanda crescente por profissionais que saibam:
Gerir equipes remotas em pequenas e médias empresas da região
Ajudar negócios locais a se digitalizar (do varejo ao setor público)
Aplicar práticas sustentáveis em áreas como logística, portos e turismo
Criar estratégias para atrair talentos jovens e reduzir rotatividade
Utilizar dados para melhorar resultados em vendas, RH e finanças
Essa lacuna representa também uma oportunidade. Profissionais que buscam capacitação contínua, participam de redes como ADESAN, SINASA e FEBRAD, e se conectam com ecossistemas de inovação local — como hubs, universidades e aceleradoras — têm vantagem competitiva imediata.
Como se preparar para o futuro da administração
O futuro não é mais sobre quem sabe mais, mas sobre quem aprende mais rápido. A seguir, algumas ações práticas para quem quer se destacar em 2026:
1. Faça uma autoavaliação realista
Liste suas competências técnicas e comportamentais. Quais você domina? Quais precisa desenvolver? Use frameworks como a Roda de Competências para visualizar suas lacunas.
2. Construa um plano de desenvolvimento individual (PDI)
Defina objetivos concretos: aprender Power BI até o segundo semestre, melhorar a comunicação com feedbacks mensais da equipe, participar de eventos de inovação locais.
3. Invista em aprendizagem contínua
Plataformas como Coursera, Alura, Sebrae, FGV Online e até eventos regionais oferecem cursos acessíveis, certificados e atualizados. Escolha temas alinhados com o futuro do trabalho.
4. Busque mentorias e participe de redes profissionais
Converse com profissionais mais experientes, troque vivências, peça conselhos e se envolva com associações. O networking ainda é uma das ferramentas mais poderosas para quem quer crescer.
5. Desenvolva uma mentalidade antifrágil
Não basta ser resiliente. Administradores do futuro crescem com o caos, inovam em momentos difíceis e enxergam nas crises oportunidades de reinvenção.
Considerações finais
O administrador de 2026 será um profissional multidisciplinar, emocionalmente inteligente, tecnicamente atualizado e estrategicamente conectado à sociedade. Para isso, não basta esperar que o futuro chegue. É preciso antecipá-lo.
Com o avanço da automação, a digitalização das empresas e a evolução das relações de trabalho, quem não atualizar suas competências corre o risco de se tornar obsoleto. Já quem investir em seu desenvolvimento — e se conectar com redes como a ADESAN — estará preparado para liderar a próxima geração de transformações.
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