Diretoria   
   
Concursos    
   

24/6/2010 - Pais querem barrar "open bar" em festas de alunos em SP

Os adolescentes do colégio Santa Maria, na zona sul de São Paulo, já conhecem o farto cardápio de bebidas de sua festa de formatura: vodca, saquê, cachaça, caipirinha, cerveja e "drinks à escolha" dos estudantes.

A empresa de eventos escolhida pelos alunos promete "open bar" (bebida livre). A festa será em dezembro.

Como a maioria dos alunos tem 16 ou 17 anos e a lei proíbe que se dê álcool a menor de idade, algumas famílias proibiram os filhos de ir à formatura. Outras ponderam que não é para tanto.

A direção do colégio, por sua vez, diz que não apoia a festa e aconselha os pais a procurarem a polícia.

A Folha entrou em contato com a Impacto Eventos, mas os responsáveis não ligaram de volta. Uma aluna de 16 anos disse que o contrato não diz quem terá direito ao bar.

"Tanta bebida assim, obviamente, não será para os pais dos formandos. Será para os próprios adolescentes", diz Sérgio Berti, pai de aluno.

Berti se recusou a assinar o contrato com a Impacto. "Já fui a formaturas assim. De repente, os adolescentes começam a cair e a desmaiar no meio da pista de dança por causa da bebida."

O pai Roque Carvalho Filho, por outro lado, confia na filha. "Sei que ela não é de beber. Além disso, os familiares vão estar lá. Não vai ser coisa só de adolescente."

A psicóloga Rosely Sayão diz que o problema não é haver bebida, mas os pais a aceitarem. "Eles têm 17 anos, então vão dar um jeito de beber", diz. "Quando o pai dá o aval, assume a responsabilidade que deveria ser dada aos filhos, importante para o crescimento deles."

A Impacto cobra R$ 1.210 do aluno. Cada um ganha seis convites. A empresa oferece bebida, comida, DJ, local da festa e UTI móvel.


Voltar